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✅ Última atualização em 10/10/2024

Conheça 7 práticas que mudarão a forma como você faz vídeos para o YouTube de forma criativa e com uma narrativa inspiradora.

Que o YouTube é a maior plataforma de compartilhamento de vídeos do mundo, todo mundo já sabe, certo?

E que existem bilhões (sim, bilhões, com B) de usuários mensais assistindo bilhões de horas de vídeos gerando bilhões de visualizações por dia também já deve ter ouvido falar, certo?

Mas o que poucas pessoas conhecem são formas tradicionais de se fazer vídeos para o YouTube e publicar na plataforma.

Se você é uma dessas pessoas que procura gravar o melhor conteúdo para o seu negócio ou para sua audiência, mas procura um jeito diferente de se destacar entre as mais de 500 horas de conteúdo enviado a cada minuto pelo mundo, você está no lugar certo.

O que é um bom vídeo?

Para que você possa atrair mais pessoas para o seu negócio, visitar seu site e promover seu produto ou serviço nas redes sociais, você precisa de um bom vídeo.

E um bom vídeo é feito de alguns elementos essenciais para poder não apenas atrair a atenção das pessoas, mas mantê-las até o final.

No mínimo, ao oferecer um produto ou serviço de qualidade e atrair a atenção das pessoas de fato, seu vídeo deve transmitir dois elementos básicos: profissionalismo e criatividade.

Profissionalismo não significa que seu vídeo deverá ter um alto valor de investimento de produção igual fazem em Hollywood.

Ele precisa ser direcionado para o interesse que seu público tem e apresentar algum tipo de benefício que você ofereça.

Além de ser profissional, ele deve ser criativo.

Hoje em dia vemos dezenas de vídeos nas redes sociais e no YouTube.

Mas se eles não forem criativos o suficiente, com no mínimo uma ideia nova ou até mesmo um texto diferente, uma trilha sonora combinando com o estilo, um ângulo de câmera diferente, serão apenas mais vídeos em meio a tantos publicados diariamente na plataforma.

7 práticas para você mudar a forma de fazer vídeos para o YouTube

Colocando em prática alguns conceitos sobre marketing aliado a produção de vídeos você poderá divulgar de forma mais fácil. Com esforço, dedicação e tempo, você conseguirá atingir bons resultados.

Prática número 1: resolva um problema

As pessoas procuram por soluções para problemas do dia a dia como consertar algo, comparar um preço, saber usar uma ferramenta ou software, construir algo, etc. Chamamos isso de informação de valor.

E se você oferece conteúdo de valor gratuitamente (também podendo cobrar por algo mais completo e detalhado), as pessoas passam a se relacionar e interagir com seus vídeos.

Essa prática é uma das coisas que mais fazem a diferença na hora de escolher um vídeo, os “como [fazer], [montar], [preparar], [tirar], [proteger], [remover], [colocar], etc…” são formatos de vídeos para o YouTube altamente populares e que convertem de alguma forma (as pessoas curtem, compartilham, comentam, assistem novamente…), ou seja, elas apreciam quando algo de valor é oferecido gratuitamente.

Pare e pense: quantas vezes você já não leu comentários quando buscava pela solução de algum problema incansavelmente e que não achava uma resposta e, após assistir a um vídeo de 3, 4 minutos, a solução estava ali, pronta, detalhada e numa linguagem simples? Várias, não é?

Aquela impressora que não imprimia, o jogador que não passava de fase no videogame, aquela mancha que não saia do sofá, aquela máquina que não funcionava por nada e volta a funcionar…são incontáveis as soluções que buscamos e encontramos online quando assistimos um vídeo. 

Podem não ser tão criativos e nem filmados com a melhor câmera, mas foram objetivos, claros e resolveram nosso problema.

E essa é a prática número 1: crie conteúdo em vídeo para o que as pessoas buscam e não para o que você gostaria que elas buscassem.

Prática número 2: ensine, eduque, explique e exemplifique

Ensinar alguém a fazer alguma coisa é um dom.

E as pessoas adoram aprender.

Não é à toa que as plataformas de cursos online como Domestika, Udemy, Creative Live, Khan Academy, Coursera, Skillshare, entre tantas outras são tão populares.

Por exemplo, só no site da Skillshare são 34 mil cursos online disponíveis com 11 mil professores ensinando temas como música, desenho e pintura, fotografia, artesanato, escrita criativa e mais.

Nem só de vendas os negócios sobrevivem. E se você souber combinar conhecimento e agregar as vendas ao seu negócio, você tem uma excelente fórmula para engajar o seu público.

Por exemplo, se você tem um pet shop e vende produtos para cães e gatos e oferece serviços como banho e tosa, por que não criar vídeos ensinando como adestrar seu pet em casa ou como manter o pelo do seu cãozinho mais macio e sem nós?

São conteúdos simples e objetivos que ajudarão seus atuais clientes e muito provavelmente atrairão novas pessoas que passarão a conhecer você e saber que, além das informações no vídeo, você também tem um pet shop que oferece outros produtos e serviços.

E como fazer isso? Através de uma chamada para ação que você colocará ao término do vídeo.

Esse formato é uma forma de entreter a audiência e ao mesmo tempo ensinar sem ser invasivo ou formal demais.

Atrair novas pessoas e engajar ainda mais quem já te conhece é a prática número 2: educar e ensinar para depois conectar.

Prática número 3: mostre o que os outros não mostram

Mostrar os produtos que você vende, o serviço que você oferece e o que sua marca representa para o mercado é algo que fazemos em uma apresentação em vídeo, certo?

E se você mostrar os bastidores disso tudo? Quem são as pessoas por trás da criação, do desenvolvimento? Onde é que a mágica acontece? Como tudo isso é feito?

Estamos falando de cenas dos bastidores!

Se você buscar no Instagram pelas hashtags #bastidores ou #makingof, você terá mais de 1 e 2 milhões de buscas respectivamente.

Isso quer dizer que as pessoas procuram pelo que está “por trás das cortinas” e se interessam pelo assunto. Portanto, por que não explorar o tema?

É bonito vermos um bolo na vitrine de uma padaria, uma camiseta ou calça no cabideiro da loja, cenas de um filme ou qualquer outra coisa que vemos “pronto”.

Mas e se pudermos ver uma parte do processo de confecção do bolo, o processo de criação de uma estampa de camiseta, os atores se preparando para entrarem no set ou qualquer outro “segredo” que não é mostrado no produto ou serviço final?

Claro que, para isso, você deve ter a permissão ou autorização para que imagens como essas possam ser exibidas em público.

Ah, e também não é bom exagerar. Mostrar cenas de bastidores e o processo de making of é um dos conteúdos que você deve ter para variar o seu portfólio de vídeos.

Depoimentos autênticos de clientes e consumidores também é uma forma de mostrar o “por trás das cenas” e dar autenticidade ao seu negócio.

Quando vemos outras pessoas falando bem de um produto ou serviço, a tendência é que outras pessoas passem a aceitar as opiniões e confiarem na marca.

Sendo assim, essa se torna a prática número 3: demonstre a autenticidade do seu negócio a partir de imagens sobre os bastidores.

Prática número 4: a comunidade do YouTube é um dos seus maiores alicerces

Você tem uma ideia genial para criar um vídeo.

Escreveu o roteiro, organizou a produção, editou, inseriu as  hashtags apropriadas, selecionou a categoria e está pronto para publicar.

Agora é esperar que curtidas, comentários e compartilhamentos chovam em seu canal, certo? ERRADO!

Isso até pode acontecer. E acontece. Mas geralmente isso acontece com canais com milhares de inscritos e vários vídeos já publicados. Vários mesmo!

Então o que mais eu preciso fazer?

Interagir!

Não espere que as pessoas irão simplesmente surgir para assistirem seu vídeo ou que o YouTube irá recomendar toda vez que você postar um vídeo novo.

Além da relevância que seu canal e o próprio vídeo deve ter a partir de uma série de fatores, você precisa interagir com a comunidade.

E interagir é conhecer e se relacionar com outros criadores de conteúdo do mesmo nicho que o seu, participar de fóruns de criadores (online e presencial), mas acima de tudo, conversar com sua audiência.

Você precisa manter um diálogo constante e saudável com todos os que param para assistir a um vídeo seu.

Lembra dos números de vídeos para o YouTube que são publicados diariamente na plataforma? Pois bem, se alguém clicou e assistiu ao seu vídeo, agradeça e interaja sempre que possível.

Faça um comentário na seção de comentários, dirija uma palavra de agradecimento no vídeo e faça perguntas sobre o que gostariam de assistir nas próximas publicações.

O YouTube também é uma plataforma de interação social. 

Sem as pessoas para assistir, o criador não tem motivos para produzir bons conteúdos e sem os produtores, as pessoas não teriam informações suficientes para aprender, entreter e se informar.

Portanto, a prática número 4 é: interaja com sua comunidade e mantenha uma relação de amizade virtual com trocas de ideias e opiniões construtivas.

Prática número 5: mantenha o aspecto visual apropriado

A linguagem que você usa, o cenário ao fundo e a roupa que você veste fazem a diferença.

Procure utilizar uma linguagem fácil e adequada para o seu tipo de público.

Quando fazemos os primeiros vídeos, a tendência é nos mantermos um pouco travados e robotizados por conta da falta de prática e fluidez no processo. Mas com o tempo, vamos nos acostumando e nos soltando mais a cada vídeo que fazemos e publicamos.

A linguagem que você utiliza também é uma característica que você deve levar em conta principalmente para o tipo de público e mensagem que estiver transmitindo.

Não existe o certo ou errado para utilizar uma linguagem formal ou informal. O que existe é a maneira como trata o tema do seu vídeo e quem o assiste.

Se um médico dá dicas sobre “Como evitar problemas de coluna após os 50 anos” muito provavelmente irá abordar um tema mais sério e precisa fazer uso de uma linguagem mais técnica e um pouco mais formal para o seu público.

Se assistimos um vídeo sobre “Fazendo bolo de chocolate para festas infantis” ou “Onde comprar bicicletas de corrida”, a linguagem será menos formal e mais descontraída.

E uma linguagem formal ou informal também deverá estar de acordo com o tipo de roupa utilizada pelo interlocutor do vídeo e o local que estiver gravando.

No exemplo do médico citado anteriormente, muito provavelmente ele trajará um jaleco branco ou similar e gravará em um consultório, escritório ou em um ambiente semelhante a um espaço médico ou hospitalar, com cores brancas e bem iluminado. Não faria sentido se víssemos um médico abordando temas sobre saúde de camiseta num ambiente escuro ou mal iluminado, não é mesmo?

Assim como o médico, uma cozinheira jamais daria dicas de receita de bolos em um ambiente que não fosse uma cozinha ou um espaço bem iluminado e com objetos que remetam alimentos, gastronomia e receitas culinárias.

Portanto, ao planejar seu vídeo, leve em consideração não apenas a ideia central, mas também onde e como você irá se posicionar, escolhendo a forma mais adequada de se comunicar para facilitar a compreensão do público, evitando causar confusão.

Sendo assim, a prática número 5 é: se você quer ser uma autoridade em seu nicho para o seu público, se apresente como uma.

Prática número 6: a duração do vídeo é o seu melhor termômetro

Muitas pessoas perguntam: qual é a melhor duração de um vídeo?

Antigamente a resposta era: faça um vídeo longo de 10-15 minutos para que sua audiência compreenda tudo sobre o assunto.

Um tempo depois a dica era: vídeos devem ser curtos e objetivos, de no máximo 5 minutos para que as pessoas tenham o máximo de informação em um conteúdo mais condensado.

Meses depois o conceito passou a ser: faça vídeos que tenham o tempo adequado ao tipo de mensagem que você deseja transmitir.

Esse tipo de argumento é válido, pois mostra que o vídeo deve ter o tempo ideal para entender a mensagem, seja longo, curto ou curtíssimo.

No entanto, hoje em dia, podemos dizer que a resposta mais apropriada é: depende de onde você irá postar.

Pois é. Os vídeos atuais possuem durações diversas.

Hoje em dia, encontramos vídeos que variam de apenas 3 segundos a várias horas de duração. Isso acontece porque cada plataforma digital tem seu próprio formato de consumo, com diferentes hábitos e expectativas de visualização.

Por exemplo, no Reels do Instagram, por terem disponibilidade para até 90 segundos, as durações variam bastante, mas muitos mantendo-se em até 60 segundos.

Já o tempo ideal de vídeos para o YouTube é um fator que dependerá do tipo de conteúdo que você produz.

Em média, vídeos tutoriais variam entre 10 e 20 minutos; entrevistas variam de 5 minutos até 60 minutos; palestras podem chegar a mais de 2 horas enquanto outros tipos de vídeos têm duração variada.

Assim, a prática número 6 é: não se prenda a duração do vídeo ou em postar vídeos longos ou curtos demais apenas para agradar ao algoritmo do YouTube e das redes sociais. Faça vídeos que tenham a duração suficiente para o que você precisa transmitir para sua audiência.

Prática número 7: saia do convencional

O YouTube, por ser a plataforma de publicação de vídeos mais popular do mundo, tem vídeos de praticamente todos os temas imagináveis.

Veja abaixo quais são alguns dos tipos de vídeos para o YouTube mais comuns:

1. Vlogs

Vlogs onde as pessoas compartilham determinados momentos de suas rotinas diárias, sozinhas ou em grupo como viagens, rotina fitness, estilo de vida, entre outros.

2. Vídeos Tutoriais

Vídeos Tutoriais onde aprendemos habilidades específicas, como gastronomia, marcenaria, consertos/reparos, música e muitos outros.

3. Games

Games onde jogadores compartilham suas partidas ou oferecem dicas, truques e estratégias de jogos.

4. Entretenimento

Entretenimento com vídeos de humor ou divertidos.

5. Análises de produtos (unboxing)

Mostrando análises e dando opiniões detalhadas e recomendações sobre produtos diversos.

6. Documentários e Explicativos

Explorando um determinado assunto, como fatos históricos, saúde, política, ciência, entre outros.

7. Musicais

Videoclipes de artistas consagrados e independentes ou covers.

8. Opinião e notícias

Sobre temas atuais, opiniões pessoais ou notícias recentes.

9. Educativos

Para informar e aprender, como aulas de idiomas, palestras e cursos online.

No entanto, existem alguns canais que, além de uma combinação de diferentes formatos de vídeos, já começam a pensar em novos estilos como:

a. Perguntas Frequentes:

Nesse tipo de vídeo, você pode responder às perguntas mais frequentes dos clientes, esclarecendo dúvidas de forma rápida e eficaz, além de promover seu negócio.

Em vez de oferecer apenas um PDF para download com textos extensos, opte por vídeos de Perguntas Frequentes.

Muitas pessoas preferem o formato visual e se sentem mais confortáveis assistindo a um vídeo do que lendo uma longa lista de perguntas e respostas.

b. Treinamento Corporativo:

Você já viu aqueles e-mails mensais que os funcionários recebem sobre práticas adequadas na empresa, política de privacidade ou segurança no uso da internet no ambiente de trabalho? Que tal inovar na comunicação interna e enviar vídeos curtos com dicas sobre esses temas?

Um vídeo bem produzido, com trilha sonora agradável e linguagem criativa, certamente captará mais atenção e aumentará o engajamento dos colaboradores.

Um exemplo simples dessa abordagem são as companhias aéreas, que utilizam vídeos como complemento ao encarte de segurança disponível atrás dos assentos.

A Virgin Atlantic inovou neste aspecto ao lançar uma superprodução com ênfase na trilha sonora para destacar as medidas de segurança;

A Air France não ficou atrás. Em uma atmosfera parisiense levou entretenimento e cultura a bordo de suas aeronaves.

Destaque também para a Air New Zealand. Inspirada no filme “O Hobbit” (incluindo atores originais do filme), descreveu suas medidas de segurança com uma autêntica narrativa de história.

Já em um tom mais descontraído e humorístico, a British Airways convocou diversos humoristas e comediantes para atuarem em seu vídeo de segurança incluindo o icônico Mr. Bean.

A Quantas foi ainda mais além na criatividade e cinematografia. No ano de seu centenário (2020), em 8:20min apresentou não apenas as instruções básicas de segurança em vôo como aproveitou o gancho histórico e contou um pouco de sua história a partir dos primórdios da aviação.

c. Campanhas de inclusão:

Vídeos que promovem campanhas de inclusão, ajudando a divulgar projetos sociais e ONGs que atuam em prol de causas importantes para a sociedade. Esse tipo de conteúdo vem ganhando cada vez mais espaço nas mídias digitais e a tendência é que se torne um dos temas mais abrangentes da Internet.

d. Webdocumentários:

Abordar histórias de pessoas comuns através de jornadas que inspiram e oferecem conhecimentos sobre diferentes culturas e comunidades. Não apenas pessoas famosas merecem destaque e holofotes. Se você conhece alguém que possui uma boa história para contar que esteja disposto(a) a compartilhá-la, por que não aproveitar e criar pequenos segmentos de histórias ou entrevista com estes personagens?

Além desses, há outros tipos de vídeos que você pode criar para fugir do convencional e despertar novos interesses em seu público.

É evidente que, cada vez mais, os criadores de conteúdo buscam inovar sua narrativa, encontrando novas maneiras de contar histórias para o seu público.

Portanto, essa é a prática número 7: saia do convencional a partir de ideias que também estejam conectadas ao seu público sem precisar reinventar a roda. Adapte conteúdos, inspire-se nos demais e busque por referências que abordam o mesmo assunto que você.

Conclusão

Quando criar vídeos para sua audiência utilizando novas formas de contar uma história, certifique-se de que a mensagem seja clara e facilmente compreendida pelo público.

Seja ao promover um serviço ou produto, ensinar, informar ou entreter, faça isso com atenção, utilizando os comentários recebidos como um termômetro para continuar no caminho certo ou fazer os ajustes necessários.

Por fim, seja autêntico com suas palavras e conteúdo. As pessoas gostam de assistir vídeos feito de pessoas para pessoas. Pode parecer estranho, mas se a mensagem não for algo natural ao invés de um roteiro frio e automático, elas poderão abandonar seu vídeo.

Não subestime o poder da autopromoção. Adicione uma chamada para ação ao final de cada vídeo, como um convite para visitar seu site ou blog, seguir seu perfil no Instagram ou acessar sua página no Facebook, direcionando mais tráfego para suas plataformas.

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